Homenageados dos espaços do FIQ 2018

Além de Erica Awano, nossa grande homenageada desta edição (saiba mais sobre ela aqui), outros três grandes nomes do quadrinho nacional serão reverenciados no FIQ 2018.

Nosso Auditório carrega o nome e a memória de Toninho Mendes, um dos maiores editores de quadrinhos da nossa história; já a Praça de Autógrafos leva o nome do grande Alvaro de Moya (jornalista, desenhista, escritor e diretor de cinema e televisão); e o Pavilhão onde estarão os espaços dos estandes e mesas dos artistas se chama Douglas Quinta Reis – o pioneiro dos RPGs no Brasil.

Saiba mais sobre nossos homenageados e se prepare: o #FIQ2018 está chegando!


Antônio de Souza Mendes Neto, o Toninho, foi um dos maiores editores de quadrinhos da história do Brasil.

Seu amor pelas ilustrações e pelo mercado editorial começou ainda na infância, em Itapeva/SP, onde nasceu em 1954. Na década de 1960, começou a estudar desenho e nunca mais parou.

Em 1984, fundou a Circo Editorial, onde comandou títulos como “Circo”, “Chiclete com Banana”, “Geraldão” e “Piratas do Tietê”. Toninho foi dos primeiros a dar espaço para hoje ícones dos quadrinhos nacionais, como Angeli, Laerte, Glauco e Fernando Gonsales.

Seu último trabalho foi a produção e edição da revista “HvírusQ”, que foi finalizada por alunos do curso Segredos da Edição, ministrado por ele. O lançamento, póstumo, aconteceu durante a entrega do 34° Troféu Angelo Agostini em 2018.

Toninho Mendes faleceu em 18 de janeiro de 2017. Na época, Laerte fez um post em seu perfil no Facebook, onde chamou Toninho de “herói do quadrinho brasileiro”. Para André Conti, ele foi “uma figura cujo tamanho e importância para o quadrinho brasileiro jamais poderá ser medida”.

Foto: Reprodução
Fontes: Folha | Universo HQ | Portal Imprensa

Jornalista, desenhista, ilustrador, escritor, diretor de cinema e televisão, Álvaro de Moya foi um dos pioneiros da nona arte no Brasil.

Em 1951, quando pais e professores ainda acreditavam que os quadrinhos eram prejudiciais, organizou a Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, em São Paulo.

Depois, trabalhou na editora Abril comandando as publicações Disney, publicou adaptações de grandes romances na Ebal e, mais tarde, se tornou professor universitário na Universidade de São Paulo.

Ao lado de Waldomiro Wergueiro, fundou o Observatório de Histórias em Quadrinhos da USP e lançou “Shazam”, primeiro livro brasileiro dedicado à análise teórica de HQs.

Seu último trabalho publicado foi “Eisner/Moya – Memórias de Dois Grandes Nomes da Arte Sequencial” (editora Criativo), onde conta as aventuras da carreira de 7 décadas e fala sobre a amizade com o ícone Will Eisner.

Álvaro de Moya faleceu em 14 de agosto de 2017 e foi chamado, pela Folha de São Paulo, de “o maior teórico brasileiro de quadrinhos”.

Crédito: Claudio Belli/Valor – reprodução
Fontes: Folha | Universo HQ


Douglas Quinta Reis foi pioneiro na cultura nerd nacional. Na década de 1990, investiu na tradução e produção de conteúdo inédito sobre RPG no Brasil.

Juntamente com Mauro Martinez dos Prazeres e Walder Mitsiharu, fundou a Devir Livraria e Editora e foi um dos responsáveis pela difusão, em larga escala, dos RPGs – começando por GURPS e, mais tarde, Magic The Gathering e o sistema D20.

Não há como negar: Douglas foi fundamental para a cultura brasileira como conhecemos hoje. JM Trevisan, à época de sua morte, disse que “ninguém aqui estaria jogando RPG se não fosse o trabalho de Douglas Quinta Reis”.

Foto: Reprodução
Fontes: Universo HQ | Estadão | Narrativa da imaginação